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31

mar

2015

Valentina Quase 2 anos (Teimosia é o nome dela)!

Bom Dia meninas tudo bom?

Olhem só a chamada do texto do Baby Center, sobre os  22 meses de vida da Valentina (1 ano e 10 meses) que ela completou ontem…

A teimosia é uma das marcas registradas desta fase. A criança quer fazer tudo sozinha, e tem mil caprichos. Deixe-a escolher de vez em quando. O segredo é dar  opções desde que sejam opções pré-aprovadas por você. Assim você corre MENOS o risco de ela querer sair de casa vestindo shorts e camiseta sem manga num dia gelado…”

(Trecho extraído do Baby Center)

Primeiro de tudo, quero só saber quem ligou para a central do site e descreveu o momento que estou vivendo com a Valentina, que está viciada em shorts e camiseta!!!!!!!

Bom brincadeiras a parte, estou fazendo apenas uma analogia para deixar mais fase mais leve :-)

é  nessa idade de quase dois anos, que dá inicio aquela tão “temida” fase que todas as mães com filhos mais velhos que a Valentina, já passou ou está passando não é mesmo. Tenho certeza que nenhuma de nós estamos imunes ao “terrible two” .

Quero destacar alguns pontos desse pequeno trecho que citei para vocês, porque encontrei nele duas palavras que uso muito na maternagem aqui em casa. Quem assistiu minha palestra sobre “Impor limites e lidar com frustrações” no final do ano passado, no COEDIN, vai lembrar do que vou escrever aqui.

Uma coisa que funciona muito na teoria e na prática, quando aplicada, é oferecer OPÇÃO para a criança, além de proporcionar autonomia a criança se sente feliz em pode escolher. Mas tomemos cuidado no como ofertar isso para nossas tão amadas crianças rs… O contexto da opção que é dada a criança somos nós que escolhemos.

Vou citar um exemplo bem pessoal, Valentina está apaixonada por shorts e camiseta (baby look), qualquer outra peça de roupa é motivo de uma negação total, para não dizer gritaria. Como sou uma mãe de menina daquelas que gosta de enfeitar a cria {#SouReuConfesso}, prefiro que ela vá em festas ou em ocasiões especiais com uma roupa nova ao invés de um shorts que ela já usou mil vezes e sai praticamente andando sozinho. Quem é mãe de menina, na grande maioria concorda comigo, não é mesmo.

Muito bem, antes do banho, eu já deixo em cima do trocador duas opções de roupas que eu quero que ela use, na maioria das vezes eu escolho vestidos, ela está em crise existencial especialmente com essa peça de roupa (acho que é de tanto que eu amo um vestido ahahah).

Não pensem que ela aceita numa boa, mesmo tendo a oportunidade de escolher, começa a falar disparadamente   shorts mamãe umas 30 vezes. Eu faço expressão de alface e fico no mantra “esse ou esse Valentina” mostrando os dois vestidos ou as duas opções que eu escolhi.

Algumas vezes ela escolhe entre um e outro, as vezes ela se nega a colocar o que está a sua frente e quer abrir a gaveta de shorts (claro), então infelizmente o choro não deixa de existir em alguns dias! Esquecendo a parte ruim do choro, especialmente para os nossos ouvidos (não é mesmo?!), é em situações como essa que ajudamos nossos filhos a lidar com frustrações.

Mas como lá no baby center disse que quando oferecemos opções corremos MENOS risco, isso não quer dizer que estamos totalmente livres do risco de “deixar” a criança sair de casa com shorts e camiseta num dia gelado,  quando a ocasião é apenas rotina do dia a dia,  permito que ela saia do banho e pegue a roupa que ela tanto gosta de vestir e enfatizo a frase: “Está vendo filha, hoje você pode escolher o que você quer vestir”, com essa frase tento mostrar que tem momentos que ela pode escolher o que ela quer e em outros não.

É importante, mostrarmos para a criança um equilíbrio e tentar deixar claro que nós sabemos o que é melhor para eles. Não  estou evidenciando e nem sou a favor de autoritarismo. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é coisa.

 Usei o exemplo da roupa, porque é algo que tem acontecido aqui em casa, percebo que quando sou permissiva demais nesse momento, Valentina transfere esse “abuso” de poder de decisão na hora  do que vestir para outros momentos, como por exemplo a hora de sentar na cadeirinha do carro;  de sentar para comer; de entrar no banho. Ou seja a criança usa o pouco que saímos “fora da linha” para nos testar e levar vantagem sempre!

Quando damos opções a uma  criança, mesmo que dentro do contexto de algo que queremos, diminuímos as vezes que falamos NÃO. Observem só, ao invés de ficar o tempo falando “Valentina esse shorts não, essa blusa não”, eu mostro duas opções do que quero e digo: “Filha qual você quer, esse ou esse”. Percebem a diferença da frase? Isso faz toda diferença, acreditem, falo isso por já ter convivido e trabalhado com muitas crianças nessa faixa etária.

Bom mamães, passei para dar um bom dia e deixar esse texto “simples” , mas que tem um significado importante na criação dos nossos pequenos, que vieram ao mundo para nos testarem sempre, você não está sozinha nesse barco! (LEMBREM-SE SEMPRE DISSO)

O que deixo de sugestão para esse semana é:

  • Dê opções ao seu filho, mas quem escolhe as opções é você!
  • Diminua a quantidade de NÃOS!
  • Mas o dia que tudo estiver muito difícil e fizer tudo ao contrário, relaxe porque “amanhã” será um novo dia…

Um beijo e uma ótima semana!

Deixem perguntas aqui também, não vale deixar só no IG ahahha

Muahhhhhh (Lê)

4 Comentários

  1. Renata destro disse:

    Obrigada lê seu blog, suas sugestões e seus post me ajuda muito. Pois as vezes não sei lidar com o Heitor, o mais novo, por eu ser mãe de dois, achava q sabia de tudo , #sqn kkkkkkkkkkk. Ser mãe de dois não é fácil Lê. Obrigada e vc é uma ótima mãe pelo visto rsrs. Bjus

  2. Samantha disse:

    Oi Le tudo bem? Estou aqui revirando sites, pra obter dicas de como lidar com as crises de ‘birra’. Estou no olho do furacão, mas minha filha tem 1a7m. Porém anda dando chiliques por onde passa. Me dá tapas quando é contrariada, joga a chupeta longe pra mostrar que está furiosa, enfim. Ataques em público, cm a família e quando estamos sozinhas. Confesso com o coração cheio de culpa que alguns vezes já dei um tapa, mas além de não resolver, não é a mensagem que quero passar a ela, tão pouco ensinar que a agressividade resolve. Mas sinceramente não sei o que fazer. Na hora da birra ela simplesmente não me ouve. Cheguei a ouvir de uma pessoa próxima que não estou sabendo educar ela. Imagina como eu fiquei.

    1. Elaine Violini disse:

      Samantha essa fase realmente nos deixa muitas vezes sem saber o que fazer. Tenha paciência e continue sendo persistente na sua caminhada! Lembre-se que algumas vezes precisamos ser mais firmes na educação com os pequenos. Tente sempre usar o diálogo e mostre que ficou triste/brava quando ela fizer alguma coisa. Eu deixei um vídeo no youtube sobre essa fase você já viu?
      Beijos e feliz ano novo! Qualquer coisa estou por aqui…

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