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31

jul

2017

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Transformações: meu processo de coaching

Conforme prometido (e atendendo a muitos pedidos) o assunto de hoje é o meu processo de coaching – o treinamento que fiz voltado para carreira e planos profissionais.

Desde a metade do ano passado, tenho dividido com vocês a minha vontade de me reencontrar trabalhando com o que mais gosto. Nada melhor do que uma segunda-feira para falar sobre isso, não é?

Não adianta: por mais clichê que seja, segunda é sempre um bom dia para mudanças, recomeços e iniciativas.

E, para mim, o coaching foi um reencontro comigo mesma e a afirmação de que, quando estamos confusas e não sabemos direito para onde ir, temos que pedir e procurar ajuda – ajuda essa, muitas vezes, de profissionais.

Bom, vamos lá! Primeiro de tudo: coach não é terapeuta. É bom separar para que não haja confusões. Cada um tem seu peso e sua importância – no momento, não estou fazendo terapia. Mas já fiz e gosto muito desse procedimento também.

O fato é que, no começo do ano, eu precisava de uma direção profissional mesmo. Então, resolvi procurar uma coach. Fiz uma busca, pesquisei pelos blogs afora e, por indicação da Alessandra Garattoni, conheci o trabalho da Ana Raia.

No segundo semestre de 2016, participei de diversas palestras da Ana. E foi ela quem escolhi para me acompanhar e ajudar nessa jornada.

O intuito não é falar dela nesse post, mas sim das transformações que aconteceram na minha vida. Vou tentar expor essas mudanças de uma forma resumida pra não acabar virando um livro, rs (como acontece com tudo sobre o que gostamos de escrever ou falar por aqui, não é?). Preparem-se que o post será longo, já aviso de antemão, rs.

A grande transformação que eu senti, vi e as pessoas perceberam também (recebo esse feedback de vocês diariamente) foi o FOCO. Realmente, hoje, eu tenho certeza do que eu amo fazer. E esse amor envolve muitas coisas!

Detectei o que é importante para mim, o que faz sentido e me deixa realizada.

E, de novo, eu me refiro aos aspectos profissionais. Fiz coaching de carreira, não de vida.

Voltando…

Procurei a Ana Raia com o seguinte pedido: quero resgatar o conhecimento profissional que tenho (que vem das minhas graduações, pós e cursos diversos) e quero gerar conteúdo para transformar a vida do outro. Inspirá-lo. Compartilhar o que sei – e, consequentemente, fazer disso um produto. Torná-lo rentável para mim.

Basicamente, isso envolve desejos, vontades, valores, mas sem deixar de incluir o financeiro.

Foram 12 sessões. As três primeiras, um mergulho na minha vida pessoal. Voltei a falar da minha infância, da minha família, do contexto em que fui gerada.

Esse é o modo como a Ana trabalha: nos encontros iniciais, o coachee apresenta sua vida ao coach, para que ele possa entender. Além disso, toda semana, eu levava para casa uma tarefa relacionada à essa temática.

Esses exercícios são como ferramentas – e, por meio delas, junto ao contato com o cliente, a coach consegue interpretar e definir as próximas etapas.

Ao longo desses 12 encontros, algumas perguntas se repetem. E, no fim, todas as informações que passei nessas tarefas apareceram concluídas – metas traçadas, objetivos alcançados.

Uma característica bem marcante da Ana Raia, na minha opinião, é o olho no olho. A capacidade que ela tem de empatia. A sensibilidade.

E tudo isso foi fundamental para que eu tirasse o máximo desses encontros.

SOBRE AS MINHAS CONCLUSÕES

Valores é aquilo que é importante pra gente, o que faz sentido para cada um de nós. Somos seres únicos e, portanto, temos valores diferentes. E isso não quer dizer que o meu é certo e o da fulana é errado. Nada disso! Significa apenas que eles são distintos, mas válidos.

Quando caminhamos com os valores alinhados, tudo faz sentido.

Além da Ana, 17 pessoas do meu convívio participaram desse processo. Escolhidas por mim, elas responderam um questionário detalhado sobre minha pessoa de forma anônima. Ou seja: eu não sei quem respondeu o que.

Por meio dessas 19 almas (contando a minha, rs), cheguei às minhas características/valores principais: generosidade, cuidado e preocupação com o outro, capacidade de superação, resiliência e positividade (aquela história de olhar o copo sempre meio cheio).

Essas características precisam estar a frente de tudo o que faço na vida. Fazendo uma analogia com o carnaval, elas são o meu carro abre alas. Essenciais para que eu me sinta completa!

Sabendo disso, tudo o que me proponho a fazer hoje vem acompanhado de perguntas: isso vai ajudar alguém? Isso faz sentido para alguém? Por que eu estou fazendo isso?

Depois dessas descobertas, senti como se eu estivesse voltado aos trilhos.

AS DIFICULDADES

No processo de coaching, nós também detectamos os nossos pontos fracos e aquilo que precisamos melhorar. E, agora, vou abrir um grande parênteses para explorar uma das minhas maiores dificuldades ao longo da vida.

Ao mesmo tempo em que a generosidade é um valor que está no topo do meu termômetro, a parte de precificar aquilo que faço, o que tenho para vender ESTAVA lá embaixo.

E, nesse aspecto também, o coaching trouxe uma grande mudança.

Até 2012, eu tinha essa dificuldade. Já abri mãos de trabalhos com salários bem mais altos para realizar aquele no qual eu precisava ser generosa todos os dias.

Só que, como o dinheiro era uma unidade que eu precisava para pagar meu aluguel (na época da faculdade), minha alimentação e minhas coisas pessoais, eu acabei trabalhando muito. Sempre tive dois, três empregos.

Estagiava, dava aulas particulares de natação, era personal trainer, acompanhava a melhor idade. Depois que voltei do programa de Au Pair, comecei a dar aulas de inglês… Enfim, tudo isso porque eu não conseguia cobrar aquilo que realmente o meu serviço valia.

Em 2012, eu me casei. Não é segredo para ninguém que hoje meu marido tem uma situação confortável – depois de anos trabalhando. Então, na minha cabeça, desenvolvi um pensamento como “eu não preciso de mais dinheiro, logo, cobrar um serviço faz com que eu me sinta ingrata com a vida e com Deus”.

Inconscientemente, eu associei que, se eu ganhasse mais, eu estaria sendo injusta com as pessoas ao meu redor. Pensava da seguinte forma: a vida é tão maravilhosa comigo, Deus me dá tantas coisas, que eu não acho justo ter mais.

Enfim, eu tinha essa dificuldade de cobrar pelo meu trabalho. Seja nas redes sociais, seja como psicopedagoga. Prestei serviço para muitas pessoas e, na hora do pagamento, dizia que não precisava, não era necessário me pagar nada.

Esse trabalho voluntário é importante também. Faz de mim ser quem eu sou e é uma das minhas grandes características enquanto ser humano.

Mas o coaching também me apresentou uma outra maneira de enxergar a relação com o dinheiro, com o ganhar.

Posso afirmar que, depois de algumas sessões treinando essa questão (foi por isso também que procurei assessoria financeira), entendi a olhar para o dinheiro como algo justo e que não está nada associado, nesse caso, à ingratidão.

Na semana seguinte após o último encontro em que eu e a Ana falamos sobre os aspectos financeiros, eu fechei quatro trabalhos. Porque mudei meu comportamento e a maneira de enxergar essa relação.

E COMO ESSA MUDANÇA ACONTECEU?

Sentamos e escrevemos tudo o que já fiz. Todos os cursos, incluindo uma graduação completa (educação física), outra à distância (pedagogia, que tenho apenas um módulo para entregar antes de terminar), uma pós-graduação (psicopedagogia), um intercâmbio de 2 anos e meio, os cursos de inglês e todos os outros cursos, workshops, treinamentos e palestras que assisti, e, por fim, o próprio treinamento de coaching (que é um super investimento. Como já dividi com vocês, para pagar o coaching eu fiquei 90 dias sem comprar).

E, humildemente, falo para vocês: deu muita coisa. Eu sou uma pessoa que ama estudar, aprender.

De uma forma muito prática, a Ana falou: é por tudo isso que você vai cobrar pelo seu trabalho e vai ganhar dinheiro com ele. Porque você é capacitada, é apta, e investiu em você mesma, em aprendizado, em conteúdo. E isso nada tem a ver com ingratidão.

E como trabalhar esse dinheiro que entraria na minha vida a partir daquela data? Tendo em vista minhas emoções e meus valores, como eu lidaria com o financeiro?

Mais uma vez, abro a porta da minha intimidade para vocês, porque acho importante falar das fraquezas. Principalmente nos dias atuais, em que elas são muito escondidas.

Decidimos, assim, alguns destinos para o dinheiro:

- Uma poupança para ajudar minha irmã a comprar a casa própria dela;

- Uma reserva para emergências;

- Um fundo para presentear minha mãe em seu aniversário de 60 anos: uma viagem com ela e minha irmã (ela não lê blog, então não estragará a surpresa, rs);

- E, por fim, uma parte fica na minha conta corrente para que eu possa ajudar na casa, mesmo sem que o Edu queira. E, com ajudar na casa, me refiro a pagar algum gasto meu, sair com as crianças, enfim.

Estou dividindo isso para mostrar que, quando existe uma fraqueza, ela pode ser trabalhada e modificada por meio da mudança do comportamento.

Muitas podem pensar: ai, que bobeira essa sua dificuldade!

Bom, cada um sabe sua dor e conhece onde o seu calo aperta, não é mesmo?

Isso sempre existiu em mim, mesmo quando ganhar dinheiro era fundamental para pagar minhas contas essenciais. Mesmo quando eu estava devendo por algo e meu nome ia parar no SPC.

TRANSFORMAÇÕES

Eu olho para trás e vejo a grande transformação que o coaching causou na minha vida ao me colocar de volta nos trilhos e me fazer entender que meus valores precisam estar a frente de tudo.

Minha prioridade é cuidar da minha família. Meu desejo é olhar para tal coisa e saber se posso ir ou se devo dizer não. E meu aprendizado foi em tudo o que diz respeito à questão de lidar com o dinheiro.

Esses foram os três grandes pilares que destaquei durante essa jornada.

E o que esse processo me rendeu? Um livro escrito, três palestras feitas (quem foi em alguma delas?), uma mudança de comportamento no meu vício com a tecnologia (hoje consigo ficar longe do celular), a certeza de que meu trabalho contribui e ajuda pessoas (fiz uma pesquisa em que mais de 200 pessoas participaram e pude comprovar isso) e um norte, um posicionamento.

Hoje sinto que meus pés estão no chão, que eu sei a direção que devo seguir. E, mesmo que eu caia durante o percurso, sei as ferramentas que devo usar para levantar.

Foi também um processo de me abrir para o universo e aceitar que, sim, eu sou merecedora, porque sou capaz e batalhei muito para conquistar tudo o que tenho hoje.

A Ana costuma dizer que se o coachee (o cliente) não estiver disposto a participar de forma ativa, não há sucesso. O coach está lá para auxiliá-lo a enxergar as possibilidades, mas quem percorre o caminho é a própria pessoa.

Não há quem faça pela gente. Somos nós quem temos que assumir o controle.

O coaching foi fundamental na minha vida. Valeu cada centavo que economizei no fim do ano passado, rs. Faria tudo de novo. Continuo investindo nos cursos da Ana Raia e nos de profissionais relacionados.

CONTEÚDO PARA VOCÊ

Para quem gosta de conteúdo,  vou deixar algumas sugestões. Elas rendem muitos insights, reflexões e boas horas de estudo. Aproveitem, se joguem, suguem tudo o que puderem dessas pessoas que tanto nos ensinam com seus trabalhos.

- Livros: já dividi por aqui nesse post.

- TEDs/Vídeos: O Poder da Vulnerabilidade e Escutando a Vergonha, ambos da Brené Brown; How to Know Your Life Purpose in 5 Minutes, do Adam Leipzig; How to Find Fulfilling Work, do Roman Krznaric; O caminho Entre o “Não” e o “Sim”, do William Ury; O Preço da Vergonha, da Monica Lewinsky; O último discurso da Michelle Obama como primeira-dama dos Estados Unidos e o Discurso de Despedida do presidente Barack Obama.

Observação: para colocar legenda em português nos vídeos do Youtube, passe o mouse sobre o vídeo. No canto inferior direito, aparecerão vários ícones – entre eles, uma engrenagem. Clique nela, selecione “legenda” e escolha o idioma português. Caso não haja essa opção, selecione “traduzir automaticamente” e, depois, “português”.

- Documentários: The Minimalists (também já escrevi sobre ele no blog) e The Red Tent

POR FIM

É isso, meninas! Espero que eu tenha ajudado, inspirado, respondido as dúvidas de vocês. Quem também já fez coaching, divida aqui nos comentários conosco.

Lembrem-se: é segunda-feira. Comecem ou recomecem hoje mesmo.

Beijos e ótima semana!

15 Comentários

  1. Carolina disse:

    Que lindo Elaine você como sempre é inspiradora, nos inspira sempre a querer ser um ser humano melhor, obrigada por dividir sua vida tão intimamente e parabéns você é demais.

  2. Karen Isabel disse:

    Elaine, me identifico muitooooo com vc! Pq tbm adoro ser mãe é dona de casa, mas não deixou de pensar e sonhar com minha vida profissional! Estou tbm tentando me encontrar e acha equilíbrio em tudo! O importante é tentar se
    sentir plena em tudo! Obrigada,vc me inspira!

      1. Camila disse:

        Nossa que estranho era pra ser Beijos Elaine ,
        E acabou indo Beijos Aline kkkkk.
        Fiquem cOM Deus e arrasou com a escova ficou lindo o seu cabelo !!!!!!

  3. Natalia Schabuder disse:

    Bom dia Elaine.
    Parabéns pelo trabalho,
    Fico inspirada com sua maneira de olhar a vida e aprendendo muito com cada post. Temos que abrir nossa mente sempre, não podemos ficar paradas.
    Um grande abraço e continue assim.

  4. Tamires Fabbri disse:

    Foi inriquecedor para mim ler esse POST, como outros que você faz, eu tenho apenas 19 anos e estou passando por um processo difícil em me entender, em como agir diante da minha vida profissional, e você nos da ferramenta, e nos mostra possibilidades para que possamos mudar e encontrar nosso próprio caminho, e além de tudo você deixa claro que não é impossível.
    Te admiro, você é uma inspiração pra mim.

  5. Monica disse:

    Elaine primeiramente gratidão pelo seu trabalho e suas maravilhosas inspiracoes! Te conheci na palestra de maternidade junto com a Mirella e a Paula e saiba que aquela palestra foi um marco em minha vida!!! De lá p cá venho cuidando do casamento, de mim e do meu filho… hoje estou gravída de 8 semanas por escolha e com uma imensa vontade de começar um preojeto de blog para ajudar as mães nessa fase tão delicada que é o pos parto, a vida de mae e mulher… pois foi isso que passei e que vcs fizeram por mim…. muitas vezes fico na dúvida por onde começar mas com esse post mais uma vez vc me dá um direcionamento… gratidão ! Que sua gestação seja de mais felicidade é que vc tenha mais luz do que já tem! Bjs com carinho!!!

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