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04

set

2017

Sair para se divertir sem os filhos, requer tempo!

Ainda existem MUITOS tabus quando o assunto é, sair/viajar {para diversão própria ou do casal} sem os filhos!

Para falar sobre esse tema, eu gosto de enfatizar algumas coisas. A primeira delas é que, para a maioria das mulheres, esse processo é muito DIFÍCIL! E tudo bem, não existe nada de errado com isso, afinal, a maternidade é a maior transformação na vida de quase todas as mulheres.

Confiar em alguém a vida de seu bem maior, é uma tarefa extremamente delicada que requer tempo. Tudo vai depender como foi a gestação, quanto tempo demorou para engravidar, como foi o nascimento desse bebê...

E, depois do nascimento dele, como foi o período do resguardo dessa mãe, os primeiros meses de adaptação entre mãe/filho/pai/família.

Logo nos primeiros dias, após o nascimento de um filho, a mulher encara “de frente” feridas que ela jamais imaginou encarar ou sentir essa dor novamente. Algumas dessas dores estão ligadas com o tipo de relação que a nova mãe tem com sua própria mãe, se ela quer reproduzir o mesmo modelo de criação que recebeu ou vai querer fazer tudo diferente.

É justamente nesse período que nossos hormônios estão extremamente bagunçados – à flor de pele. Quem lembra desse comecinho da maternidade? Uma leve melancolia que chega junto com o anoitecer…

A grande maravilha é que tudo isso passa, algumas vezes por si só e outras com a ajuda de algum profissional, por isso é extremamente importante contar para seu obstetra como você está se sentindo {DE VERDADE}, na consulta de retorno.

Voltei lá no início, desde antes da concepção da vida de um bebê, para dizer uma coisa para vocês: Cada mulher tem sua própria história, que reflete diariamente na mãe que ela se tornou.

Cada mãe necessita do seu TEMPO para se sentir bem em deixar os filhos. Esse tempo é único e bem particular. Sem contar que, alguns pais não querem ou não gostam de sair sem os filhos, mas isso é assunto para um outro post!

Voltando para o foco do post, a mãe/mulher, que é de onde vem as dúvidas e pedidos de ajuda, o intuito de escrever sobre esse assunto é dizer para vocês que:

“Se existe a vontade de fazer algo para você ou para a relação a dois, é sinal que esse tempo chegou. Não se sinta mal por isso!

Você está apenas sentindo necessidade de “acordar” o seu Eu, que estava adormecido depois da maternidade. Isso é sinal de saúde e não de egoísmo como parte da sociedade costuma dizer, escrever por aí.

É comum aprender a sobreviver, viver no automático da rotina que inclui 100% a vida do filho, esperando o TEMPO passar e eles crescerem.

A velha crença que é possível viver tudo aquilo que ficou guardado, não existe – é uma farsa – que ajuda a enganar o cérebro e se sentir “melhor momentaneamente”.

Mesmo depois da maternidade, faz-se necessário aprender ou reaprender que a VIDA acontece agora. As feridas do passados precisam ser deixadas para trás e a espera pelo futuro “esquecida, porque não existe garantia de como será o futuro de ninguém.

O ponto principal desse post é agora. O resgate do Eu, de cada mãe, é único!

É importante saber  “Quem é você” e “Do que você gosta“, duas coisas que parecem simples à primeira vista mas, por experiência própria, eu afirmo que não é simples coisa nenhuma.

Para se (re) encontrar diante desse “labirinto”, que você com certeza está, principalmente depois de fazer essas duas perguntas para si mesma, minha sugestão é fazer uma LISTA. Isso mesmo, a velha e boa lista.

Comece pelas coisas que você costumava fazer que te dava prazer antes de ser mãe. Por exemplo, no meu caso, praticar atividade física, dançar, viajar, ler, ir ao cinema, devorar pacotes de bala de goma assistindo TV, entre outras coisas…

Diante dessa lista você consegue encontrar um caminho que te leva a reposta da primeira pergunta: Quem é você?

Claro que não é de um dia para o outro que conseguimos resgatar esses “prazeres” mas, dando um passo por dia, é possível voltar a viver quase todos, além dos novos que a MATERNIDADE traz!

É importante praticar esse exercício para evitar as armadilhas dos dias atuais e não “cair no julgamento”. Deixa eu usar alguns exemplos, que vocês entenderão melhor.

Para a mãe que sempre praticou atividade física antes da chegada dos filhos, é natural que ela volte a se exercitar assim que o médio liberar. Para uma outra mãe que nunca fez atividade fisica, provavelmente será muito mais difícil que a mesma comece se exercitar depois da maternidade. O que é simples para uma não é para outra e isso não tem nada a ver com descuido, com o filho ou consigo mesma.

Quem nunca gostou de dançar tem muita dificuldade de entender como uma mãe sai de casa para pular o carnaval e deixa o filho de dois meses em casa! (Essa sou eu).

Aquela que nunca teve paciência de secar o cabelo, fica indignada como que existe mães que estão sempre com o cabelo impecável.

Uma mãe que nunca tentou se maquiar sozinha, torce o nariz para aquela que chega com um delineado digno de CAMILA COELHO! Rs.

Para facilitar o convívio em sociedade, principalmente na maternidade, o RESPEITO e a EMPATIA precisam ser usados diariamente de hora em hora. Cada ser humano é único, inclusive a mulher que se tornou mãe. Sendo assim cada um tem necessidades diferentes!

Usei esses exemplos, porque são as dúvidas e apontamentos que aparecem nas redes sociais e grupos de conversa. E quase sempre é abordado com o tom de “julgamento”!

Você não precisa ter a minha coragem de viajar sem filhos; a coragem da sua amiga que retomou a carreira de trabalho com todo vapor; da vizinha que vai uma vez por mês no Motel com o marido; a facilidade de ser magra/malhada da blogueira; de andar com cabelo impecável/em cima do salto/maquiada como sua atriz favorita; de curtir a praia, beber, sair com as amigas…para ser FELIZ.

Você precisa aprender ter CORAGEM de ser quem você é, fazer o que VOCÊ gosta. Mas lembre-se você enquanto individiuo – deixe um pouquinho de lado a mãe e esposa, pense em você!

Vou finalizar dizendo mais uma vez que isso não é fácil mas é POSSÍVEL!

No final da história, a verdade é que quando você está bem, cuidando do seu EU, todos que estão à sua volta saem ganhando, PRINCIPALMENTE os filhos. Pode acreditar!

Quando você cuida do seu Eu, não sobra tempo para cuidar do Eu alheio.

Quanto MAIS autoconhecimento e  CORAGEM de ser quem você é, MENOS julgamento.

Ou seja, você só tem a ganhar!

Um beijo e uma ótima semana!

OBS: Mais posts sobre esse assunto nos links abaixo:

 

3 Comentários

  1. Vc é demais, me inspiro em vc qdo for mãe. Imagino que não deva ser fácil, mas tb acredito que tudo é possível e basta ter força de vontade.

  2. adorei este trecho: “Logo nos primeiros dias, após o nascimento de um filho, a mulher encara “de frente” feridas que ela jamais imaginou encarar ou sentir essa dor novamente. Algumas dessas dores estão ligadas com o tipo de relação que a nova mãe tem com sua própria mãe, se ela quer reproduzir o mesmo modelo de criação que recebeu ou vai querer fazer tudo diferente.”
    🙂

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