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17

maio

2017

Por que fizemos o chá revelação?

Desde que eu anunciei nas redes sociais que, dessa vez, nós optamos por saber o sexo do nosso primeiro filho antes do nascimento, surgiram algumas perguntas relacionadas ao porquê dessa decisão – já que, nas duas gravidezes anteriores, nós preferimos a surpresa.

O motivo é bem simples! Eu queria sentir e viver uma experiência diferente das que já tinha vivido: gerar uma vida já sabendo quem ela realmente é. Acredito que, a cada filho, nós também ganhamos a oportunidade de fazer coisas diferentes (na gestação ou nas outras mil fases pelas quais a criança passa).

Pelo menos por aqui é assim: quando eu engravido, repenso as atitudes e decisões que tive das outras vezes para ver o que vale a pena manter, o que não devo repetir, o que posso fazer diferente…

E, nessa mesma lógica de pensamento, tive vontade de descobrir o sexo antes, de sentir o friozinho na barriga do chá revelação. Nada além disso!

Bom, escolhemos o domingo, Dia das Mães, pra revelar quem vinha por aí. Foi muito emocionante! Primeiro por ser uma data especial e estarmos todos reunidos (esse ano, consegui ter presente minha mãe, minha sogra e também minha madrinha, que tem uma participação ativa na minha criação).

O chá revelação em si traz uma emoção diferente. A surpresa, misturada com a curiosidade! Acho que vale super a pena vivenciar as duas experiências (descobrir só ao nascer ou revelar antes). Não consigo definir qual é melhor, são coisas distintas, mas ambas mega especiais!

O Edu se emocionou, gostou muito, mas depois me disse que, se tivesse que escolher de novo, preferiria esperar o dia do nascimento. Segundo ele “a novidade dura mais tempo!”.

E por aí, me contem! Tem alguém aí que consegue se imaginar não sabendo o sexo do filho até o dia de conhecê-lo ao vivo?

Quero aproveitar para responder algumas perguntas que vêm relacionadas ao medo de passar a gestação inteira sem conhecer o sexo e imaginar que seja um, e, na hora do nascimento, ser outro.

Os questionamentos que recebo sempre vão nessa linha: do medo relacionado às nossas emoções e sentimentos que passam para a criança que está dentro da nossa barriga, uma vez que existe vida intrauterina.

Vou narrar minha experiência e dar minha opinião. Tanto na gravidez da Valentina quanto na do Luigi, eu acertei quem seria o bebê. Acertei de acordo com a minha intuição. Já o Edu errou.

De fato, nós nunca nos preocupamos com isso. De pensar em como o bebê reagiria se nascesse como menina, por exemplo, sabendo que foi tratado como menino durante toda a gestação, mesmo que inconscientemente.

Se existe esse medo na mãe que quer engravidar e não quer saber o sexo antes, acho que vale conversar com o médico para que ele esteja ciente disso. O que eu sempre falo é que nossos pensamentos complicam demais a praticidade do dia a dia.

Quando vivemos essa situação, percebemos que essa preocupação não existe. Também acho que isso não trará/acarretará algum trauma futuro, inclusive no que diz respeito à orientação sexual.

Esse é um tema muito complexo e delicado para ser abordado somente em um texto, porque envolve muitas coisas. Aqui em casa, por exemplo, envolve crenças religiosas, minha contribuição orgânica mesmo do que acontece com o bebê durante sua formação ainda no útero (eu acredito nisso e estudei bastante o assunto), além da história de vida de cada um dos pais e de como eles encaram esse tema.

Ah, e uma última coisa! Nós não tínhamos preferência, é claro. Para mim, foi uma surpresa porque minha intuição achava que viria uma menininha. Mas foi o papai quem acertou dessa vez – desde o começo ele achava que ganharia mais um mini Edu, rs. Assim como nossos dois filhos, esse também foi/é muito esperado e desejado!

Acho que acabei respondendo tudo que vocês me perguntaram. Caso tenha alguma dúvida, deixe aqui nos comentários. E dividam as experiências de vocês também, eu amo lê-las!

Beijos

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