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09

set

2016

Inferno Astral não, momento para refletir!

Semana passada, anunciei em uma das minhas redes sociais que sempre inicio o mês de setembro chamando-o de “meu”, porque dia 26/09 é meu aniversário (olha eu anunciando antecipadamente aqui também!). No mesmo dia dessa postagem, recebi perguntas sobre inferno astral e algumas mensagens de seguidoras associando o meu “sumiço”, principalmente do Snapchat, ao tão famoso período pré aniversário conhecido como inferno astral.

De verdade, sempre dei o nome de momento para refletir a esses dias ou semanas que antecedem meu aniversário. Tenho o hábito de olhar para tudo que aconteceu no último ano que passou na minha vida e observar como se estivesse assistindo a um filme mesmo. Enquanto assisto a essa história própria, analiso tudo o que deu certo (agradeço e me emociono – sou assim) e dedico um tempo olhando para as coisas que não foram satisfatórias, para minhas falhas e penso o que posso fazer para não repetir o mesmo “erro” no ano seguinte, o meu ano novo! Não tento de jeito nenhum voltar atrás (até porque isso não é possível) – eu realmente acredito que os erros servem para nos ensinar.

O que quero dividir com vocês sobre uma das minhas reflexões é o tempo que “perdi” usando demasiadamente TODAS as redes sociais nas quais estou. O filtro eu até fiz, dividi apenas o que queria dividir, mas o tempo eu não medi – usei muito e isso me causou mal emocional e físico. Talvez por isso, nesse exato momento o que mais recebo são mensagens de: Cadê você? Porque está sumida? O que aconteceu?. Na verdade, não aconteceu nada, estou apenas me REencontrando para saber qual será o valor do tempo dedicado às redes sociais que, apesar de fazer parte do meu trabalho, eu não preciso e nem posso me fazer presente sempre!

Diante de fatos concretos que me deixaram triste e algumas análises, me inscrevi em um curso mês passado com uma das pessoas que me mostrou que remar “contra a maré” do excesso de tempo gasto com tecnologia pode ser sim o caminho do resgante dos laços reais que eu tanto faço questão de manter na minha vida. O nome dessa pessoa é Ana Raia, vale a pena dar uma olhada no trabalho dela!

Essa vontade de me policiar quando e quanto eu uso o celular foi colocada em prática desde o mês passado quando dividi com vocês minhas metas para esse semestre, lembram desse post?

Como boa ouvinte de pessoas mais velhas do que eu (incluindo meu próprio marido, que chamo de guru, por conta da sabedoria dele em tudo), conheci no curso da Ana o trabalho do sociólogo Zygmunt Bauman que bateu como o martelo de um juiz na minha mente afirmando e confirmando que a grande mudança que quero para o meu novo ano, meus 34 anos, é sobre o tempo e energia que irei gastar com as redes sociais.

Quero continuar acreditando nas relações humanas reais!

Deixo como sugestão o primeiro vídeo que assisti do Bauman. Assista você também, é curto, tem apenas 6 minutos, nos quais mantive o foco do começo ao fim. Ele fala sobre os laços humanos, redes sociais, liberdade e segurança.

Aproveito para deixar mais uma dica: o livro Modernidade Líquida. Será meu próximo investimento em leitura!

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