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28

ago

2017

Como fica a escola da Valentina quando viajamos?

Segunda feira passada – 21 de Agosto de 2017 – recebemos o relatório escolar da Valentina sobre seu desenvolvimento durante o primeiro semestre.

Aqui está um trecho dele:

“Este ano conheci uma menina de sorriso meigo, educada e carinhosa, seu nome é Valentina. Sua adaptação foi maravilhosa, chegou segura e confiante, veio comigo no primeiro momento que me apresentei na recepção da Escola, subiu com alegria e assim foi o primeiro dia de aula e todos os demais. Parabéns você é uma mocinha.

Adoro receber suas lembranças, sempre me traz uma cartinha, desenho, colagem ou dobradura, me entrega com muito amor e um pouquinho de timidez. Fica feliz quando penduro na sala ou deixo exposto na minha mesa o que me trouxe…

Relaciona-se bem com todos os amigos, está sempre disposta a ajudar os colegas. Um dia quando o amigo esqueceu a lancheira no refeitório se ofereceu em ir buscar com ele e falou que o acompanharia, mas que ele deveria lhe mostrar de estava. Que boa amiga!

Fala de sua família com muito amor. Mesmo sendo um pouco tímida, ao longo do semestre, passou a conversar mais e a expressar seus sentimentos com mais segurança. Sempre quando faz algo que recebe um elogio, ela retribuiu com um bonito sorriso e responde que a mamãe que a ensinou. Que linda!

…”

Diante das dúvidas e muitas perguntas que surgem, sempre que viajamos, relacionadas à escola da Valen, escolhi compartilhar alguns trechos do relatório escolar dela para dividir com vocês nossa posição enquanto família.

Para aqueles que quetionam sobre o aspecto  cognitiva, um possível atraso no aprendizado, relacionado à alfabetização, devido ao longo período longe da escola, minha “resposta” é:

Eu, enquanto psicopedagoga antes de ser mãe, entendo que nesse momento escolar o foco está no brincar, socializar e criar vínculos. A Valentina ainda tem 4 anos, recém feitos, terá tempo suficiente para trabalhar a questão cognitiva propriamente dita. Meu ponto de vista, que vai de encontro ao posicionamento de alguns nomes super respeitados na educação: Mário Cortella, Rosely Sayão e Augusto Cury, é que não precisamos ter pressa em alfabetizar nossas crianças, existe tempo suficiente para que isso ocorra. Criança precisa brincar, vivenciar experiências que lhe proporcione criar vínculos. 

Então porque você a colocou na escola? Essa é das perguntas que mais aparece!

Pela questão social. No meu prédio não tem criança e nem playground. Minha irmã mora em outra cidade. As amigas que tem filhos da mesma faixa etária moram longe, quem é de São Paulo vai entender que está cada vez desumano atravessar a cidade. Além disso, nossa Valentina nasceu com uma personalidade tímida.

Por ser psicopedagoga eu enxerguei na escola a oportunidade de trabalhar a timidez de forma gradativa com o apoio de profissionais qualificados para isso. Quando recebi esse relatório reafirmei meu posicionamento, fizemos a escolha certa para ela. Para quem quiser saber com que idade ela começou frequentar a escola e como foi a adaptação, só clicar aqui!

O relatório foi lido primeiro por mim, depois, li junto com o Edu e por último incluímos a Valentina. Fizemos isso na hora do jantar, foi uma experiência interessante pois desencadeou meia hora de conversa com direito a perguntas do tipo: Mãe será que o dia que eu esquecer minha lancheira alguma amiga irá me ajudar? Papai você gosta de ajudar as pessoas? Sabia que quando eu fico tímida meu rosto fica quente? entre muitas outras…

Diante das perguntas dela, não pude deixar de observar que já existe um pouco de empatia, autoconhecimento e  resiliência. Meu coração materno enche de orgulho e o Pai ficou todo emocionado. Ele a pegou no colo e disse: “Filha é isso que levamos da vida: nossas relações, continue sendo um boa pessoa (filha, amiga, aluna).”

Em momentos como esse eu paro e penso (viajo no tempo): Não sei como estará o mundo quando ela crescer mas me alegro em pensar no tipo de pessoa que ela será!

Voltando ao tema principal do post, eu acredito que as experiências vivenciadas numa viagem podem ultrapassar os benefícios do currículo escolar, falando especificamente da educação infantil!

Cada pessoa que conhecemos desde a hora que saímos de casa até o dia que retornamos. O jeito único que cada um tem, a língua que fala, os trejeitos, pode ter certeza que uma criança observa tudo isso e gera “conteúdo”.

Os lugares que conhecemos, as lembranças de cada lugar. As conquistas pessoais que uma viagem é capaz de proporcionar.

Enfim, eu tenho certeza que até a Valentina iniciar o primeiro ano do ensino fundamental, as viagens continuarão sendo positivas!

Se me permitir, deixo aqui um pensamento antes de finalizar:
Não tenha pressa em nada na vida, muito menos no que diz respeito a infância dos seus filhos.

Uma ótima semana para cada uma de vocês, que ela seja produtiva e iluminada!

Beijos

 

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