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17

abr

2017

Cadê a vírgula que estava aqui?

Estava pensando cá com meus botões qual o tema que traria para o blog hoje… afinal, por que falar de português ou literatura por aqui mesmo?

A verdade é que eu percebi que nem sempre o sentido das coisas está no externo, na primeira vista, naquele bater de olhos. E isso é ainda mais intenso quando o assunto é a escrita. As ligações e relações estão como se fosse na segunda camada – é preciso um despertar diferente.

Desenvolver alguma atividade artística (como dança, teatro, pintura, escultura, escrita, artesanato, canto, culinária, enfim) é uma maneira de esquecer um pouquinho do mundo lá fora e olhar para dentro. É se concentrar em você, nas suas necessidades, no que te deixa feliz e te alimenta de certa maneira. Extravasar, transbordar, inundar. É liberdade.

E isso é tão essencial para mamães, não? Sim, filhos são dádivas. Mas, como a Elaine sempre diz por aqui, uma mulher não é só mãe – e é preciso dedicar cuidado aos outros papéis também.

Isso tudo para dizer que, quando decidimos trazer essas dicas para esse espaço, pensamos nisso: em colaborar com ferramentas úteis para que as leitoras pudessem olhar para outras questões que também as deixam felizes.

Bom, vamos lá! O post de hoje é sobre a nossa querida vírgula. Das dúvidas que mais me chegam, a tal da vírgula é unânime: Nara, socorro, é muita regrinha! rs

Se eu pudesse dar uma só dica é: pensem na frase como a vida e na vírgula como as pausas. Nós precisamos dela, não é? Se o texto (ou a vida) está fora de ordem, precisamos de vírgula (ou de pausa) para reorganizá-lo.

Quando não usar?

Veja bem. Você encontrou uma pessoa super especial que, de certa maneira, te faz mais completa – o que você menos quer é distância desse alguém, certo? Com a frase, acontece a mesma coisa. O sujeito (quem faz a ação) não é ninguém sozinho. Por isso, existe o que chamamos de predicado (verbo + complementos verbais e/ou nominais). Eles NÃO podem ser separados:

“Eu, amo você” não é legal. “Eu amo você” fica melhor, né? Sem interrupções ou separações nesse amor, rs.

Vírgula entre verbo e seus objetos também não soa bem:

Use “Eu como ovos” ao invés de “Eu como, ovos”.

Quando usar?

Agora senta que lá vem regrinha, rs!

  • Vamos supor que você quer dizer coisas distintas, mas usando o mesmo verbo. Nesse caso, o segundo verbo pode ser trocado por uma vírgula:

“Eles gostam de bicicleta. Nós, de carro”.

  • Como disse anteriormente, quando algo está fora de ordem, precisamos dar uma pausa. Na língua portuguesa, uma frase na ordem direta se constrói assim: sujeito + verbo + complemento + adjunto adverbial.

Adjunto adverbial são aquelas expressões que se referem a lugar, tempo, modo… Ontem, amanhã, às dez horas, na minha casa, na escola e por aí vai.

Se ele não estiver no fim da frase, tudo bem. Mas é preciso que esteja marcado com vírgulas:

Eu e minhas amigas fomos ao cinema ontem.

Ontem, eu e minhas amigas fomos ao cinema.

  • Para separar vocativos ela também é necessária. Sabe quando você chama seu filho pro jantar e precisa respirar antes de continuar a frase? O “filho”, a pessoa que chamamos, é o vocativo.

Filhooooooo, a comida tá na mesa! rs

  • Quando há aposto. E o que é aposto? É uma explicação do termo anterior:

“São Paulo, a cidade que nunca para, é muito barulhenta”.

Por hoje, é isso! Há regrinhas mais específicas, mas, para começar, vamos trabalhar com essas.

Vocês gostam desse tipo de post? Têm alguma dúvida? Deixem aqui nos comentários!

Super beijo

 

1 Comentários

  1. Parabéns pela explicação. Gostei muito do tópico, ainda mais porque eu tinha algumas dúvidas sobre as regras. Você tem uma ótima didática. Sucesso com o site.

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