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10

abr

2015

Bronquioliete viral aguda (BVA)

Boa Noite mamães,

Como muitas pessoas perguntaram através das redes sociais e até pelo whatsapp porque a Valentina ficou internada por ter sido diagnosticada com bronquiolite viral, pedi para que uma das fisioterapeutas que atendeu ela tanto no Hospital quanto em casa, fazer um texto informativo sobre essa doença respiratória, para dividir com vocês através do Blog.  No instagram deixarei as informações do perfil dela ta bom?!

Valentina apresentou quase todos os desconfortos respiratórios citados abaixo,  falta de apetite e uma febre muita alta.

No hospital foram feitos exames de sangue (hemograma completo), raio x do tórax. Ambos não apresentaram nada, somente o exame de identificação do vírus que deu positivo (leiam abaixo a explicação técnica do exame).

Para quem já teve um filho internado, por mais simples que tenha sido a “doença”, sabe o quanto o ambiente hospitalar é desesperador  quando se trata dos nossos filhos não é mesmo?

Mas graças a Deus foi algo simples mas que precisa de cuidados e tratamento, pois um quadro avançado de BVA deixa de ser algo simples. Valentina já está 100%, correndo pela casa, cantando, brincando, pulando, sorrindo, comendo e sendo criança, obrigada Papai do Céu.

Por recomendações da pediatra da Valentina que é super tradicional, vamos evitar ao máximo lugares fechados como shoppings e festa infantis (Buffet) nos próximos 15 dias, até que a imunidade dela se restabeleça. Ela ficou sem na escola durante toda essa semana, voltará na segunda feira.

E como prevenção lavar muito bem as mãos depois que chegar da escola e depois do banho da noite lavar as narinas com rinossoro em conta gotas. Usar o conta gotas ao invés do spray pois o liquido “lava” melhor do que o jato.

Leiam o texto abaixo da Fisioterapeuta Evelyn:

” A bronquioliete ou bronquioliete viral aguda (vamos chama-la de BVA ), é uma síndrome/doença respiratória, bastante frequente entre os lactentes (de 28 dias a 24 meses de idade), com pico de incidência abaixo dos 12 meses de idade e maior gravidade nos lactentes menores de 6 meses. 

 A BVA é uma doença sazonal, que ocorre principalmente no outono e inverno, neste período é a causa mais frequente de hospitalização de lactentes.  O agente etiológico mais frequente é o vírus sincicial respiratório (VSR), o parainfluenza, adenovírus, rinovírus, influenza, dentre outros, também podem levar a BVA. O Swab nasofaríngeo é a forma mais simples de identificação desses vírus. (Este exame é simples e rápido, consiste na introdução de uma  haste flexível com ponta de algodão nas narinas com movimentos giratórios). 

O quadro clínico se inicia com sintomas nas vias aéreas superiores, coriza, tosse e febre são achados comuns, estas inflamações chegam às vias aéreas inferiores, com presença de chiado e roncos na ausculta pulmonar. Inapetência (falta de apetite), engasgos durante a mamada ou alimentação, ocorrem devido a incoordenação entre deglutição e respiração.

Os lactentes são mais acometidos devido ao pequeno calibre das vias aéreas e ausência de imunidade ativa contra o VSR e outros vírus. A BVA tem como característica  acúmulo/ aumento das secreções pulmonares, obstrução nasal, hiperinsuflação pulmonar,  que podem levar a sinais de desconforto respiratório, como exemplo:

  • aumento da frequência respiratória;
  • aumento do  trabalho respiratório;
  • respiração com predomínio  abdominal;
  • prolongamento do tempo expiratório;
  • batimento de asa de nariz;
  • uso de músculos que normalmente não são utilizados durante a respiração tranquila.

 Todo esse desconforto pode levar a dificuldade de troca entre os gases e consequentemente, a queda da saturação arterial de oxigênio  (SpO2)

O tratamento consiste em manter boa oxigenação e hidratação, broncodilatadores, em casos mais grave corticóide inalatório e sistêmicos, heliox, poderão ser utilizados.

Nãe será  toda criança que precisará de hospitalização para tratar a BVA. Idade inferior a 3 meses, história de outras doenças associadas, SpO2 inferior a 92%, aumento do trabalho respiratório e necessidade oxigenioterapia, ou de suporte ventilatório,  são fatores que contribuem para internação.

A fisioterapia Respiratória atuará com técnicas para promover a devida higiene brônquica,  manobras para ajudar o lactente a expulsar as secreções através da tosse que poderá ser espontânea ou estimulada, podendo ser expectorada  ou deglutida, caso o lactente seja mais jovem e não consiga expulsar as secreções o fisioterapeuta poderá usar a técnica de aspiração das vias aéreas superiores. Outras técnicas poderão ser utilizadas conforme a apresentação clínica e o nível de gravidade do paciente.  As técnicas fisioterapêuticas além de promover a desobstrução das vias aéreas, melhorar a troca de gases e diminuir os sinais de desconforto respiratório também diminuem o tempo de hospitalização.”

Um beijo e ótimo final de semana!

Não esqueçam de deixar comentários com dúvidas e ou sugestões.

Muahhhhh

1 Comentários

  1. Andréa Faria disse:

    Minha filha está gripada com baatante corisa, como moro no nordeste e está bem quente mas com chuvas e a noite faz um calorão, ligo o ar condicionado, não sei se estou fazendo certo e fico preocupada se faz mal a minha pequena. Alguma dica o ar condicionado? ??? Obrigada, Elaine.

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