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26

abr

2017

Apertem os cintos! Destino: Fernando de Noronha

Oi, meninas!

Quem viu que, nesse último feriado, fomos passear em Fernando de Noronha? A viagem foi por um motivo muito especial: Edu e eu comemoramos nossos 5 anos de casados!

Há tempos, sonhávamos e planejávamos em conhecer esse destino e, sendo bem sincera, o que sempre nos fazia desistir era o valor do investimento – é um lugar caro ($$$$$).

Até que os anos foram passando, ouvimos diversos relatos de pessoas conhecidas que iam para a Ilha e voltavam encantadas e decidimos que essa era a hora de irmos também. Viajamos na companhia dos meus cunhados (o irmão do Edu com a esposa).

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Antes de começar a dar as dicas, acho importante ressaltar que elas serão dadas de acordo com o que vivenciamos e baseadas, obviamente, nas nossas preferências e percepções. Então, quem tiver sugestões diferentes, convido a deixar aqui nos comentários – afinal, acredito que, para grande parte das pessoas, viajar é um dos melhores presentes que podemos nos dar ou receber. Aqui em casa, costumamos dizer que viajar é o alimento da alma!

De início, já vou afirmar aqui o que escutei de todo mundo: sim, a Ilha é mágica! E, exatamente por isso, tem uma resposta da natureza muito forte – o contato é direto e intenso, especialmente para pessoas que moram em grandes cidades como eu.

Fernando de Noronha é diferente de todos os lugares que eu já visitei. A beleza natural é encantadora e, ao mesmo tempo, há a simplicidade da vila, da infraestrutura (o que os mais jovens chamam de roots, rs). Essa é a pegada da Ilha mesmo.

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Eu não acho que seja o destino mais apropriado para crianças pequenas e idosos, por exemplo. O acesso é difícil e pessoas com essa idade provavelmente não conseguirão desfrutar de tudo que o lugar tem a oferecer. Muitas dos casais com quem cruzei e tive a oportunidade de conversar eram pais e estavam viajando sem os filhos, assim como nós.

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Nós ficamos hospedados na pousada Ares de Noronha. Ela faz parte das chamadas pousadas domiciliares – é super simples, pequena, não tem vista para o mar. Nossa escolha foi por gastar menos com hospedagem e explorar a gastronomia e os passeios da Ilha.

Ser simples não significa ser ruim, muito pelo contrário: a própria família dona da pousada que nos atendeu e eles foram impecáveis! Ar condicionado bom, chuveiro bom, chalé ótimo e um café da manhã que atendeu bem às nossas expectativas também (pão, manteiga, requeijão, frios, 2 ou 3 opções de frutas, bolo doce, tapioca feita na hora, ovos mexidos).

Super indico a Ares de Noronha, mas tenham em mente que a proposta é baixo custo e simplicidade.

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Como eu já sabia que faria um post de dicas, fui conhecer outras pousadas pela região. Se eu tiver a oportunidade de voltar para Fernando de Noronha, vou querer experimentar uma que fica bem ao lado da nossa e que me chamou bastante atenção: a Pousada da Villa.

A proposta é a mesma da que ficamos hospedados, mas ela foi recentemente reformada e, por isso, toda a infraestrutura é moderna. Piso frio, paredes novas, banheiro mais amplo com box, sem tantas madeiras (ideal para quem tem problemas alérgicos, por exemplo), enfim. O investimento é pouca coisa mais alto.

Atenção: a Ilha é pequena e, na minha opinião, a área dessas duas pousadas, chamada Vila dos Remédios, é uma das melhores localizações – dá para ir a pé para a Praia do Cachorro, Praia do Meio e Praia da Conceição. Fica perto do Flamboyant também, onde há farmácia, hospital e bons restaurantes em uma mesma rua.

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Outra pousada que fomos conhecer foi a Zé Maria, uma das mais famosas da Ilha. Ela já entra na categoria de luxo – e o luxo lá é bem caro mesmo. Eu fui mais para ver qual era o diferencial: tem uma vista maravilhosa para a mata e para o mar, os chalés são gigantescos com hidromassagem, possui deck suspenso e outras regalias mais. Para uma lua de mel acho um investimento bacana.

Para questões de valores, sugiro que entrem nos sites linkados e façam a cotação de acordo com a data, quantidade de pessoas, enfim.

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Todo mundo que eu conheço que já foi para Fernando de Noronha elogiou absurdamente a gastronomia da Ilha. Como nós optamos por economizar na estadia, aproveitamos melhor a alimentação – o Edu é um super gourmet, meu cunhado também gosta de comer bem e, se não fosse a gravidez, eu também estaria no mesmo barco, porque meu paladar está bem estranho, rs.

Vou deixar aqui os lugares em que fomos e o diferencial de cada um, começando pelo primeiro dia até o último.

Nós chegamos e já fomos conhecer o restaurante Varanda, super bem falado. Pedimos o prato Gratinado de Frutos do Mar, que é um dos carros-chefes da cozinha. É diferente de tudo que eu já tinha comido em relação a frutos do mar, sensacional!

De entrada, pedimos um pastelzinho de carne de sol maravilhoso. Nós só não fomos tão felizes na escolha do segundo prato, um Filé de Peixe Empanado com Farinha de Amêndoas, mas estava bem seco. O atendimento também foi impecável. O restaurante realmente nos surpreendeu!

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No dia seguinte, fizemos o Ilha Tour e almoçamos na Praia da Cacimba do Padre, que tem duas barracas de alimentação: a das Gêmeas, que não foi na que comemos, e a da Gorete, cujo prato tradicional é um peixe assado na folha de bananeira com macaxeira frita, arroz, feijão e farofa. Delicioso! Mas, mesmo sendo na praia, o valor é bem alto.

Depois, fomos jantar no restaurante Xica da Silva, que foi a nossa grande surpresa gourmet. Ele é conhecido por ter uma comida mais caseira, mas fomos positivamente surpreendidos. Pedimos uma Carne de Sol com Baião de Dois sen-sa-ci-o-nal.

Mesmo sendo nordestina, eu nunca tinha comido um baião tão, tão bom! Vale muito a pena conhecer e experimentar.

No outro dia, almoçamos no Corveta.  O restaurante fica na região do Flamboyant e nos foi super indicado. Eu comi um Fettuccine ao Frutos do Mar incrível e todo mundo gostou do prato que pediu (são pratos individuais). O que ficou como unanimidade foi a sobremesa, que é a grande estrela da casa.

Imaginem um petit gateau branco. É um bolo de fubá cremoso bem quentinho com uma calda de chocolate branco por dentro, calda de frutas vermelhas por cima e uma bola de sorvete de creme para acompanhar. Nós quatro amamos! Eu nunca comi algo parecido em outro lugar (aliás, se alguém souber onde tem uma sobremesa parecida, me avisem, porque estou com desejo de comer, rs).

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Nessa noite, jantamos na Pizzaria NaMoita. A qualidade da pizza é ótima, mas nós fomos em um dia que choveu o dia inteiro na Ilha e a pizzaria é bem roots. Então, foi um pouco complicado. O atendimento não foi muito legal, mas mesmo assim acho que vale a pena indicar.

Por fim, almoçamos no tão famoso Zé Maria, onde tem o conhecido Festival Gastronômico às quartas e aos sábados. Porém, nós ouvimos umas quatro pessoas (inclusive locais) comentarem que o Festival pode ser um mico, porque ele prepara comida para muita gente e cobra um valor bem alto. Então, nos foi sugerido ir ao à la carte pela qualidade da comida ser bem melhor.

Demos a sorte de sermos a única mesa no restaurante, então recebemos uma atenção bem especial. A culinária é nota 11, o lugar é maravilhoso, tudo muito gostoso. Foi uma das contas mais caras, mas, apesar do investimento ser muito grande, é válido conhecer, especialmente quem aprecia uma boa cozinha.

Nossa última aventura gastronômica foi no Triboju, que fica dentro da pousada de mesmo nome. Também nos foi super indicado e optamos por jantar lá. Os pratos nos surpreenderam: tudo muito saboroso e de alta qualidade. Acho que o ponto alto é a combinação entre os ingredientes, sabor, diversidade e apresentação. A maioria dos pratos serve muito bem duas pessoas e dá tranquilo até para três se você não estiver com muita fome.

Em resumo, todos ganharam 5 estrelas na nossa premiação, rs. A gastronomia da Ilha é realmente fantástica e foi a cereja do bolo!

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Digo cereja do bolo, porque, no que diz respeito aos passeios, a natureza não estava 100% a nosso favor. Nós pegamos um fenômeno chamado Swell, que deixa o mar bem agitado. A visibilidade estava mais baixa, ou seja, as piscinas naturais não davam para ser vistas, alguns lugares não tinham nem praia (como a do Cachorro), e a água avançou muito sobre a areia.

Então, nós não conseguimos explorar o verdadeiro ponto alto de Noronha, que é a paisagem natural e única. Também não conseguimos ver o tão falado por do sol da Ilha, o que me deixou com um gostinho de quero muito voltar.

Nós fizemos o chamado Ilha Tour, o qual consideramos indispensável, pois te permite conhecer a ilha inteira. Optamos pelo privativo, que tinha um guia só para nós (indicação da Marina, do blog Mães Atuais).

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Faço questão de deixar aqui o contato do guia que nos acompanhou, porque realmente ele tem um trabalho diferenciado – grande parte das fotos desse post foi tirada por ele. Fábio, nosso agradecimento a você!

O diferencial desse tour é que você consegue ter um panorama geral do que a Ilha tem a oferecer e, assim, consegue planejar melhor o roteiro dos próximos dias baseado no que você mais gostou, no que agradou, onde quer voltar. Indispensável!

Nesse dia, fizemos também o snorkel na Baía do Sueste. Mesmo com a visibilidade ruim, conseguimos ver lagostas, tartarugas e alguns peixes. Foi bem agradável e é em uma praia onde é possível tomar banho de mar (além de ter rota de ônibus, sem necessidade de fazer a trilha).

Em outro dia, fomos para o passeio de barco – dessa vez, optamos por ir em grupo. A ideia era fazer o privativo, porque a lancha ficaria a nossa disposição o dia inteiro, almoçaríamos um churrasco de peixe na própria lancha, veríamos o por do sol e faríamos snorkel em alto bar. Mas, pelas condições climáticas, não foi possível.

Ah, o barco faz uma parada na Baía do Sancho para nadar!

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A empresa que presta esse serviço é a Na Onda.

O que ficou faltando: fazer a trilha da Praia do Atalaia (eu faria a curta, porque a longa não é recomendada para quem está grávida) – é nessa praia que tem as piscinas naturais mais lindas da Ilha; descer pela escadaria na Praia do Sancho; ver o por do sol; e fazer o mergulho de cilindro (eu não poderia por conta da gestação).

Mesmo não tendo tido a colaboração do tempo, a viagem foi sensacional. Sim, sim e sim: super indico! É uma conexão incrível com a natureza, um cheio de verde puro, os barulhos são dos animais e do vento… é mágico!

Quem tiver a oportunidade de ir, vá sem dúvidas. Mas vá sabendo que é um dos destinos mais caros: passagem, hospedagem, alimentação, taxas de preservação do meio ambiente, taxa para ter acesso às praias, passeios. É um investimento bem alto.

Às que já foram e tiverem mais sugestões, deixem aqui nos comentários.

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Um beijo com muito amor!

3 Comentários

  1. Sonho conhecer Noronha, mas dizem ser mesmo muito caro. Mas, só uma curiosidade! Você focou muito no custo alto da viagem, e por esse motivo me surgiu uma curiosidade. Sem querer criticar, nada disso. Muita curiosidade.kkkk O custo para Noronha é maior do que o custo para Disney?Sonho meu também ir a Disney.

  2. Vou conhecer este paraíso em julho e tenho certeza que as dicas que você postou me serão muito úteis.E pode deixar que o que eu achar interessante conto pra vc.Bjus

  3. A pizza de camarão do Bar do Cachorro é
    Divina e realmente a piscina natural no Atalaia é algo surreal de tão lindo! Fui há oito anos na minha lua de mel e sonho em voltar!

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