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19

mai

2017

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A arte imita a vida ou a vida imita a arte?

Oi, meninas!

Estava com saudades de escrever por aqui! Hoje não trouxe um tema relacionado à língua portuguesa ou à literatura propriamente dita. O intuito do post é transmitir um pouco dos pensamentos que uma peça de teatro me trouxe.

Sim, uma peça de teatro. Aliás, antes de falar dela, queria compartilhar uma coisa: eu tenho certa resistência com São Paulo. Como sou do interior, desde que me mudei para cá, sinto falta dos dias mais calmos que tinha antes.

Nós sabemos os problemas todos que a cidade tem, especialmente para quem depende dos serviços de saúde, transporte, educação públicos. Mas essa metrópole também tem coisas boas a oferecer – e, muitas vezes, nós nem ficamos sabendo que elas existem.

Aí surge outra divagação: como eu sinto falta de meios de comunicação que divulguem boas notícias. Que nos tragam alívio, sorriso e esperança nesse caos que anda nosso país. Vocês não sentem isso? Somos rodeados de péssimas notícias o dia todo.

Enfim, voltando para o tema do post, rs. Semana passada, eu e uma amiga fomos ao Centro Cultural da FIESP assistir uma peça de teatro chamada Pagliacci. Por acaso, ela estava passando o feed de uma rede social quando viu o anúncio. Nós não tínhamos nem ideia do que esse espaço oferecia!

Tem um espaço super gostosinho por lá para ler um livro, trabalhar ou esperar o tempo passar. Além de um café bem legal. Exposições de arte, de fotografia, musicais, atividades para as crianças e, claro, teatro! A maioria das atrações é gratuita.

Bom, Pagliacci é baseado na ópera do artista italiano Ruggero Leoncavallo e conta a trajetória de uma trupe de comediantes que, um belo dia, decide se aventurar pelo drama. A peça foi construída em comemoração aos 20 anos da companhia La Mínima, fundada pelo falecido ator Domingos Montagner. Um fato ainda mais emocionante: a concepção do projeto foi feita por ele próprio quando ainda estava vivo.

Em uma narrativa que fala sobre a vida, o amor e o perdão, os atores nos convidam a olhar para dentro do nosso próprio eu e investigar as causas das angústias pelas quais passamos.

É uma história divertida, mas, ao mesmo tempo, dramática.

Não deixa de ser um convite à reflexão sobre as aparências: quando olhamos um circo, imaginamos uma trupe feliz, um palhaço engraçado e um lugar sem problema (como, normalmente, acontece conosco ao olharmos para a vida do vizinho).

Mas, lá dentro, nem tudo são flores. Apesar de, durante a apresentação ao público, os circenses estarem em harmonia, nos bastidores, eles têm seus problemas. Sofrem por amor, lidam com a ganância alheia, se angustiam pela profissão ser tão desvalorizada, lutam para ganhar o dinheiro nosso de cada dia.

Entre erros e acertos, um elenco de comediantes consegue encontrar um roteiro no drama. E o que os leva a isso é a persistência, a não desistência.

Enfim, vale super a pena para quem tem interesse nesse tipo de programa. É daqueles teatros em que a gente sai se questionando se a vida imita a arte ou se a arte é que imita a vida.

O espetáculo fica em cartaz até o dia 2 de julho e as apresentações acontecem em dois horários:

De quinta à sábado, às 20h. Aos domingos, às 19h.

É possível reservar seu ingresso e obter mais informações por aqui.

Espero que tenham gostado da dica! E, se alguém já foi ou decidiu ir, me contem o que acharam depois, combinado?

Beijos e ótimo fim de semana!

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